19 maio 2009

Há no teu olhar
Um não sei quê que me angustia

Há no teu olhar
Um sabor agreste a dor e fel
Que te não conhecia

Há no teu
olhar
Um desalento austero
Que se não desvanece no sorriso

Há no teu olhar
Uma praia
deserta de areais

Uma montanha
ausente de tojos e fragas

Um pomar de laranjeiras
por plantar


Há no teu olhar
Uma ausência total de sentir
Uma solidão repleta de desencontros
Um silêncio cego de gritos abafados
Um luto negro de passados por passar

Um adeus a ti…

Dina Cruz



2 comentários:

  1. Há quem ainda morra encarcerado num corpo...

    ResponderEliminar
  2. ¡Qué versos más bellos y tristes a la vez!

    Me encanta tu espacio.

    Un abrazo.

    ResponderEliminar